26.abr.2021 - Vittorio Medioli em transmissão nas redes sociais (Imagem Reprodução Facebook)
26.abr.2021 – Vittorio Medioli em transmissão nas redes sociais (Imagem Reprodução/Facebook)

No início da noite desta segunda-feira (26), em uma transmissão pelas redes sociais, o prefeito Vittorio Medioli (PSD), disse que espera receber as primeiras remessas da vacina russa Sputnik V no final de maio. A compra de 1,2 milhão de doses foi anunciada no dia 11 de março, com expectativa de recebimento na segunda quinzena deste mês (abril).

“Nós imaginávamos que seria possível receber as vacinas no final de abril. Foi dada como data para o desembarque aqui [até 30 de abril], mas agora passou para o final de maio”, disse o prefeito. O Procurador-Geral Bruno Cypriano deverá viajar para a Rússia no dia 7 de maio, em busca dos últimos acertos da compra do imunizante.

Medioli abriu sua live falando que a Sputnik havia obtido a aprovação da Anvisa, mas na verdade, era a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Neste instante, há cerca de 5 minutos, foi jogada na rede, que a Anvisa aprovou a Sputnik. Então, caso chegue a Sputnik aqui, não teremos problemas”, concluiu.

A aprovação no CTNBio é condição para a inserção de qualquer organismo geneticamente modificado no mercado brasileiro. Contudo, o uso do imunizante dependia da aprovação também da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que no mesmo horário da transmissão de Medioli, negou o pedido de governadores para a importação em caráter especial de doses da Sputnik V.

Já no final de sua transmissão, Medioli ficou sabendo da reprovação da importação do imunizante russo pela agência reguladora brasileira. “Nós falamos que o Ministério da Ciência e Tecnologia tinha liberado, agora, a Anvisa está se colocando contra a Sputnik. Aqui é Brasil, cada hora aparece um apitando neste caso, desabafou.

Entenda

Na noite desta segunda-feira (26), a Diretoria Colegiada da Anvisa avaliou o pedido de governadores para a importação em caráter especial de doses da Sputnik V. Essa solicitação não consiste no registro completo e definitivo, mas se baseia na legislação atual voltada para medidas de combate à pandemia, que abre a possibilidade da importação de imunizantes autorizados por órgãos sanitários de uma série de países.

Após 5 horas de debates, todos os diretores da Anvisa votaram para negar pedido para importação da Sputnik V. Análise aponta falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação.

Segundo a Gerência Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, a “ausência de dados e as falhas detectadas nas etapas de (a) desenvolvimento da vacina, (b) resultados dos ensaios clínicos e sobre a (c) qualidade do produto acabado não permite garantir que o produto, objeto do pedido de importação, é seguro para a população brasileira”.

*Com informações da Agência Brasil e G1.

26.abr.2021 – Vittorio Medioli em transmissão nas redes sociais (Imagem Reprodução/Facebook)

 

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