Mosquito Aedes aegypti
Dengue, zika e chikungunya são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – Foto: Pexels

O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa), apresentado na última quinta-feira, 28, mostra que o município de Betim está com alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. Segundo o estudo, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, entre os dias 4 e 23 de janeiro, a média de Infestação Predial (IIP%) do município ficou em 4,9%, ou seja, a cada 1.000 imóveis, 49 possuem larvas do Aedes aegypti. Já a média de positividade dos criadouros (Índice de Breteau – IB%) foi de 5,7%. Isso significa que a cada 1.000 depósitos de água investigados, 57 apresentavam larvas do mosquito.

Para fazer o levantamento, os agentes do Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) visitaram 8.076 imóveis em todos os bairros do município, que foram agrupados em 20 estratos. Desses, 9 apresentaram situação de alerta e 11 estão em situação de risco. Nenhuma área apresentou condições satisfatórias.

A regional Petrovale, que abrange os bairros Jardim Nazareno e Petrovale, é a que apresenta o maior índice IIP, 11,4%. O estrato que apresentou o menor índice foi o PTB II, que abrange os bairros Campos Elíseos, Cruzeiro (PTB), Vila Kennedy e Vila Verde, com IIP de 1,6%.

O resultado do LIRAa orientará o plano de ações do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Dengue. Os trabalhos de bloqueio para eliminação de focos do mosquito serão intensificados nas áreas que apresentaram maior índice de infestação. Os agentes de combate a endemias (ACEs) continuarão com as visitas domiciliares para monitoramento e eliminação dos criadouros de larvas do mosquito nas residências e com as ações educativas para orientação da população em todas as regionais. Também serão organizados mutirões de limpeza e realizadas campanhas educativas, com a distribuição de material educativo e postagem em redes sociais.

Já nessa segunda-feira, 1º, foi realizada uma ação na Regional Petrovale, que apresentou o maior índice de infestação. Agentes de combate à endemias percorreram os quarteirões dos bairros fazendo a orientação da população sobre a limpeza dos imóveis, a remoção dos criadouros, a cobertura de depósitos de água e o tratamento focal com aplicação de larvicida, quando indicado.

Ações também já estão marcadas para bairros da Regional Centro, que envolverão lideranças comunitárias, Agentes de Combate a Endemias, Unidades Básicas de Saúde, entre outros. Serão realizadas visitas aos imóveis e abordagem dos moradores com orientações sobre o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, recolhimento de inservíveis e eliminação dos focos de mosquito encontrados. 

Dengue, zika e chikungunya são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (Imagem ilustrativa/Pexels)

Risco nas residências agrava com a pandemia da Covid-19

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Nilvan Baeta, o levantamento identificou que a maioria dos focos do mosquito são encontrados, principalmente, nas residências.

Os tipos de reservatórios onde mais foram achadas larvas do Aedes aegypti foram:

– 30,2% em pratos e vasos de plantas, recipiente de degelo de geladeiras, fontes ornamentais, bebedouros de animais, pequenos reservatórios;

– 29,3% em lixo seco, recipientes de plástico, entulhos de construção e sucatas em ferros velhos;

– 15,5% em depósitos de água para consumo doméstico ao nível do solo, como barril, filtros, moringas, tambor, cisterna;

Uma das maiores dificuldades encontrada pelos agentes de combate a endemias é a receptividade dos moradores, que, muitas vezes, impedem a visita ou nem mesmo atendem à porta. Com a pandemia da Covid-19, essa dificuldade aumentou. Segundo relatos dos ACEs, com medo de serem contaminados, diversos moradores se recusam a recebê-los, mesmo sendo esclarecidos de que a visita será realizada tomando todas as medidas de proteção, como uso de máscara e distanciamento, e a vistoria sendo feita somente na área externa do imóvel.

*Com informações da Prefeitura Municipal

 

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