Sala de aula vazia em Betim
(Imagem Edson Dutra/PMB/Divulgação)

A Prefeitura de Betim aderiu, na última quarta-feira (26), ao projeto ‘Mãos dadas’ do Governo de Minas, que pretende fortalecer o regime de cooperação entre Estado e municípios no atendimento educacional. Com o convênio, Betim vai absorver os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, em regime de coabitação e, como contrapartida, vai receber do Estado recursos para a construção de oito novas escolas.

“Recebemos do Governo de Minas a proposta de absorver 3.500 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, num prazo de três a quatro anos. Essa proposta, no entanto, não atendia as demandas da cidade. Apresentamos, então, um plano alternativo que, além de absorver estes alunos, prevê a eliminação do analfabetismo funcional. Vamos gerar 12 mil novas vagas com pelo menos 6 mil de ensino integral, com um novo modelo de escola que fornece espaço e condições adequadas a crianças em diferentes níveis de aprendizado. É um projeto que distribui dez unidades de ensino em todas as regionais da cidade – oito com recursos do Estado e duas com recursos municipais. Esse modelo de escola de ensino integral fez sucesso na avaliação do governo estadual. Serão unidades de primeiro mundo”, afirmou o prefeito de Betim, Vittorio Medioli.

Com o Mãos Dadas, o Estado se comprometeu a disponibilizar para Betim um recurso de   R$ 69,6 milhões, em parcela única, para a construção dos novos prédios escolares. Com este valor, a prefeitura construirá oito escolas com área de 5.000 m² cada uma. Além das áreas educacionais comuns, os espaços contarão com sala para atividades alternativas, laboratório de ciências, de informática, salas multiuso – todas com acessibilidade, dois ginásios e área ampla arborizada.

De acordo com a Secretaria Municipal da Educação (Semed), a prefeitura receberá os alunos do 1º ao 5º ano em regime de coabitação, ou seja, eles seguirão matriculados nas escolas estaduais até que as obras das novas escolas estejam concluídas. Cerca de 3.500 alunos serão absorvidos pela rede municipal.

“Com a contraposta apresentada pelo município ao governo estadual, daremos um importante passo para modernizar a educação de Betim. Serão espaços pensados no bem-estar de toda a comunidade escolar: mais conforto e segurança para os alunos e melhores condições de trabalho para os professores”, afirmou Marilene Pimenta, secretária Municipal da Educação.

Escolas da rede estadual que possuem anos iniciais do ensino fundamental

Escola Estadual Gramont Alves Gontijo
Escola Estadual Tito Lívio de Souza
Escola Estadual Silvio Lucio de Assis
Escola Estadual Estudante Lívia Mara de Castro
Escola Estadual Sarah Kubitschek
Escola Estadual Candido Portinari
Escola Estadual Newton Amaral
Escola Estadual João Guimarães Rosa
Escola Estadual Dr. Renato Azeredo 

Sala de aula vazia em Betim
(Imagem ilustrativa/arquivo/Edson Dutra/PMB/Divulgação)

Sind-UTE

Em audiência pública pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, realizada no dia 19 de maio, a direção estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), havia manifestado posição contrária ao projeto ‘Mãos dadas’. “Somos contra o projeto de municipalização, que está sendo imposto sem qualquer diálogo com as comunidades. É preciso reforçar que a proposta do governo atingirá mais de três mil estudantes da Rede Estadual”, disse o coordenador da Subsede Betim, professor Luiz Fernando de Souza Oliveira.

Ainda de acordo com o professor, a medida vai gerar prejuízos financeiros para a prefeitura, precarização da educação e desemprego na categoria.

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