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Às vésperas de abandonar a Prefeitura de Betim para se candidatar ao Governo de Minas, o prefeito Vittorio Medioli deu um indigesto presente para a população. Autorizou o surreal aumento no valor da passagem de ônibus, o segundo neste ano.

A tarifa saltou de R$ 4,65 para R$ 5,60 em apenas 43 dias, sendo uma das mais caras no Brasil. O decreto foi publicado em edição extra do Órgão Oficial e não teve a publicidade devida nos canais oficiais da prefeitura, pegando o usuário de surpresa, na quarta-feira. A justificativa oficial é que o reajuste acontece em razão do aumento no preço do combustível feito pela Petrobras na última semana e, sem a correção da tarifa, a operação de transporte de passageiros seria prejudicada.

Não há um dia sequer em que o trabalhador não volte para casa sem ser espremido nos minúsculos veículos do transporte público municipal. A prefeitura diz que fiscaliza e faz ajustes nas linhas. Não parece. Isso sem falar dos motoristas que, cada vez mais, trabalham em condições precárias, realizando duplas funções (já não se vê trocadores nos ônibus), atrasando o tempo de viagem do passageiro. O limitado quadro de horários e a falta de serviço em determinadas linhas aos finais de semana são outros problemas que temos que aceitar, calados. Sem transparência nos dados do transporte, não há como acreditar que o sistema está em déficit.

Com ou sem Medioli, dificilmente veremos melhorias no transporte público de Betim. Reação concreta dos vereadores contra esse abuso, também não veremos. Infelizmente. As perguntas que ficam após esse novo aumento são: a tarifa de ônibus agora será flutuante? A cada novo aumento nos insumos haverá alteração das tarifas? E se o petróleo se desvalorizar?

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